Nasceu em 19 de abril de 1987, em Feira de Santana, Bahia. Morou desde pequeno em um bairro da periferia, mas teve a oportunidade de estudar em escolas particulares do centro da cidade.Essa vivência em dois mundos o impulsionou a fazer da escrita um refúgio no imaginário livre das correntes da realidade tridimensional.(...)
De Agostinho Carneiro de Oliveira:
O DRAGÃO E A CRUZ
Em todas as noites
As mesmas rezas
Na matéria do vão
Do mais íngreme inespaço:
Velas
Por todas as almas
As mesmas mazelas
Na alcova do peito
Ou num quarto escuro
Um leito vazio
Como um mito
Uma lenda da escuridão
Em todas as noites
As mesmas rezas
Na calma que pressente a tempestade
No mar revolto da fugacidade:
Fumaça
Por todas as almas
As mesmas mazelas
Como uma bela flor
Queimada pelo relâmpago
Que rasgou o céu
Para ver seu âmago
No inamor
Em todas as noites
As mesmas rezas
Por medo
Por trás do espelho
Como uma espada
Cravada no espírito
Do indigente
Uma estátua
Entregue a Plutão
Por todas as almas
As mesmas mazelas
A lua foi roubada
Por um dragão negro
E um poeta da encruzilhada
Devolveu-a ao sol
Em todas as noites
As mesmas rezas
Sobre o caixão
Rosas psicodélicas
domingo, 20 de julho de 2008
quinta-feira, 29 de maio de 2008
quinta-feira, 3 de abril de 2008
"NÓS E ESTES", Alguns poemas deste opúsculo de Edson de Paula...
como
fugir de casa sem motivos
a sombra se um cachorro morto
[colhendo restos detrás do poste
uma velha mendiga louca
pedindo versos ao invisível
BORRÃO DE NANQUIM
Nêga,
Amigos se beijam?
Não nega
Que há mais amor em mim
Que o infinito...
FRANKENSTEIN
Sem ti fico tão só:
Científico
Um cientista idiota dando choques no
próprio peito
Sem ti, dó e muito mais...
CHOVO-TE
Embriões de minha volúpia
A penetrar-te o seio quente
Eu, libidinoso infante,
Nos corredoresde tua culpa
Não me venhas com desculpas
Ao te romper o anelo ardente
Menina singela,teu torpor silente
Que esconde em ti uma casta puta
Entre corpos obumbras um paraíso
E em teu Éden meu cetro há de ter-te.
Lambidas luxuriosas nos sorrisos
Escondem milhões de eus entre teus dentes
Eu, na garganta, chovo-te
Néctares saborosos, deusindecente
Erasmo de Sá
Sem ti fico tão só:
Científico
Um cientista idiota dando choques no
próprio peito
Sem ti, dó e muito mais...
CHOVO-TE
Embriões de minha volúpia
A penetrar-te o seio quente
Eu, libidinoso infante,
Nos corredoresde tua culpa
Não me venhas com desculpas
Ao te romper o anelo ardente
Menina singela,teu torpor silente
Que esconde em ti uma casta puta
Entre corpos obumbras um paraíso
E em teu Éden meu cetro há de ter-te.
Lambidas luxuriosas nos sorrisos
Escondem milhões de eus entre teus dentes
Eu, na garganta, chovo-te
Néctares saborosos, deusindecente
Erasmo de Sá
QUE TE REVELO
Deixa eu sugar tua língua como a fruta
Mais doce e saborosa do reino das fadas
Os lábios de Titânia que um colibri dedilha
Enquanto o coração encharcado pulsa
Deixa eu estar dentro de tu'alma culta
Invadindo sonhos, pensamentos, Nada
Trocar-te o íntimo como que'ngatilha
Pedras de Êxtase numa catapulta
Vou possuir-te os poros com'eus demônios,
Ser carapaça dura, cálice, cerne
dospudores deteu corpo:andábata
É pr'esse enlaçar-se de meus e seus hormônios
Que tu, em meu leito, te reveles
Deixa eu sugar tua língua como a fruta
Mais doce e saborosa do reino das fadas
Os lábios de Titânia que um colibri dedilha
Enquanto o coração encharcado pulsa
Deixa eu estar dentro de tu'alma culta
Invadindo sonhos, pensamentos, Nada
Trocar-te o íntimo como que'ngatilha
Pedras de Êxtase numa catapulta
Vou possuir-te os poros com'eus demônios,
Ser carapaça dura, cálice, cerne
dospudores deteu corpo:andábata
É pr'esse enlaçar-se de meus e seus hormônios
Que tu, em meu leito, te reveles
A mais vilã das prostitutas...
Erasmo de Sá
EdSoN dE pAuLa...
Hunft!!!!!!!!!!!!!!Vão lá alguns Poemas
Morada
Do amor passado
Em mim, por mim construídos,
Há templos
Neles ponho tudo aquilo que me é sagrado
A um, próximo a um rio de águas geladas
Rodeado de xalés igualmente pequenos
Com chão de estrelas
Chamei de amor e te dei como morada
E saiba:
Você vive em mim.
É a lembrança de um tempo
Em que os templos
Eram pedras livre à beira do rio
- para os templos de pedra -
Ou a carne dos teus seios
- para os templos de carne -
És a lembrança de um tempo
Em que nós, eu e tu,
Éramos o sagrado num templo de Deus
Flores forjadas
Do amor platônico
Temo muito não temer mais nada
Interposto entre nós
Que descobri que meu amor só
Não nos basta
Temo, e o temor
Interpõe-se entre nós
E eu querer-lhe, um querer puro,
Tocar teu seio até teu coração...
Tanger-te a alma com minha mão
Retirar-te os limtes do infinito
É preciso para trazer-me ao teu colo
Duma matéria fria de meu coração
Forjei-te uma flor
Talo na traquéia
Espinho na garganta
Mas saiba:
Foi com verdade que te forjei santa
Que te forjei véus e flor
Foi com verdade que te forjei minha
Embolorando
Do amor obsessivo
I
Em cada bolorando
Eu sucumbindo em meu sexo
Em cada teu bolorando
Em mim teu bolor
Consumindo-me
Com seu ninho em mim
Consumado
Que me fisgaste pela vértebra
Fácil, fácinho
E me infestaste do teu pior:
Tua alma
Que com,ti sendo eu
fui desprevenido
Contorcendo meu olho
- con,dor sendo farol -
até teu lado mais claro
Enquanto transpassavá-nos
tua lança
Compartilhando teu câncer
Obsessivo
Simbiótico
A ti, mataria
II
Sucumbindo
Consumindo
Com seu ninho
Consumado
Com,ti sendo eu
Contorcendo
Con,dor sendo
Obsessivo
Simbiótico
DaVi LaRa...
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Epigrafe
Para um a amor condenado
Quando absolvido
Às portas do cadafalso...
I
O haver de tantos tragos entre os trigos...
O perder-se para esquecê-la, o esquecer-se
num verso sem sentido, nalgum livro
de memórias nunca publicadas....É sutil
e seu este elogio sem ênfase, esta elegia
sem tristezas nunca escritas...É simples,
solitária e soturna esta dor, como a aurora
que branca brilha entre a bruma.E se vai
como quem parte sem dizer a Deus o porquê
desse eterno despedir-se dela, de si e da felicidade.
Não há por que conhecer-se, já que espera tão pouco
de teus sonhos e tuas esperanças o consomem
lentamente como lágrimas que rolam num peito
inerte, ausente de ti em teus silêncios,ausente.
II
E viram rimas sem nexo que vagam
Bêbadas a procura da porta de teu sexo.
Mas há vida ainda...Coisa tão vária quase
que não existe, qual véspera que não
haveria se não fosse o futuro, feito
uma vela a noite no quarto da sentinela
prestes a apagar-se e precipitar-te na
treva.E esse futuro tão improvável
quanto esquecer o passado são
marcas da vida que herdamos como
fardos dos quais nunca nos fartamos
qual essa antiga madrugada que
insiste ante o devir da alvorada, que
vem nas asas dessa pomba que não cessa
III
Mas é tarde! Pois que parte o último trem,
O último vagão de esperança...Há um
verso no infinito do infinito e fui buscá-lo,
mas nada te consola ou impressiona...
É só em mim que este braço existe
e não cansa de cantar o impossível?
Porque te cansas assim meu coração?
Por que te gastas assim?...E esse não
haver de encontros em cada esquina, são
teus menina!meus mais derramados minutos,
minhas ânsias mais ressequidas...Pois
sou eu aquela chaminé em que vês
duas linhas de fumaça desenhando
teu nome, obumbrando meu sonho.
Para um a amor condenado
Quando absolvido
Às portas do cadafalso...
I
O haver de tantos tragos entre os trigos...
O perder-se para esquecê-la, o esquecer-se
num verso sem sentido, nalgum livro
de memórias nunca publicadas....É sutil
e seu este elogio sem ênfase, esta elegia
sem tristezas nunca escritas...É simples,
solitária e soturna esta dor, como a aurora
que branca brilha entre a bruma.E se vai
como quem parte sem dizer a Deus o porquê
desse eterno despedir-se dela, de si e da felicidade.
Não há por que conhecer-se, já que espera tão pouco
de teus sonhos e tuas esperanças o consomem
lentamente como lágrimas que rolam num peito
inerte, ausente de ti em teus silêncios,ausente.
II
E viram rimas sem nexo que vagam
Bêbadas a procura da porta de teu sexo.
Mas há vida ainda...Coisa tão vária quase
que não existe, qual véspera que não
haveria se não fosse o futuro, feito
uma vela a noite no quarto da sentinela
prestes a apagar-se e precipitar-te na
treva.E esse futuro tão improvável
quanto esquecer o passado são
marcas da vida que herdamos como
fardos dos quais nunca nos fartamos
qual essa antiga madrugada que
insiste ante o devir da alvorada, que
vem nas asas dessa pomba que não cessa
III
Mas é tarde! Pois que parte o último trem,
O último vagão de esperança...Há um
verso no infinito do infinito e fui buscá-lo,
mas nada te consola ou impressiona...
É só em mim que este braço existe
e não cansa de cantar o impossível?
Porque te cansas assim meu coração?
Por que te gastas assim?...E esse não
haver de encontros em cada esquina, são
teus menina!meus mais derramados minutos,
minhas ânsias mais ressequidas...Pois
sou eu aquela chaminé em que vês
duas linhas de fumaça desenhando
teu nome, obumbrando meu sonho.
Precitações Noturnas II
Imperfeito decassílabo
Já não sei, já não quero outra maneira
de querer-te assim sem condições,
contratos ou gravatas...Não quero
Mais esse vazio, essa angústia,
essa falta...Ainda sem saber que
estás ali, mesmo ausente de mim
de meus olhos e pensamentos,pois
que a ti só em sonho alcanço, e
esgotaram-se meus sonhos.Já não
sei mais voltar pelos caminhos que
não percorri, perdidamente amo-te,
pássaro do crepúsculo, e canto
um cântaro livre e quente, pomba
de sangue a ulular em minhas veias....
Já não sei, já não quero outra maneira
de querer-te assim sem condições,
contratos ou gravatas...Não quero
Mais esse vazio, essa angústia,
essa falta...Ainda sem saber que
estás ali, mesmo ausente de mim
de meus olhos e pensamentos,pois
que a ti só em sonho alcanço, e
esgotaram-se meus sonhos.Já não
sei mais voltar pelos caminhos que
não percorri, perdidamente amo-te,
pássaro do crepúsculo, e canto
um cântaro livre e quente, pomba
de sangue a ulular em minhas veias....
Precipitações noturnas
SONETO
O poeta empunha a pena...Teu nome
a perturbar-me o pensamento, é teu
este soneto, esta morada, este pobre
apartamento, pois não há canto mais
breve que a vida.Nasceste tu, pétala sem
haste, plantaste em mim espera desmedida,
puseste em mim estas estrofes estranhas...
Eis-me aqui junto a ti e a teus cabelos
Estas mechas que ainda hão de querê-los,
Não mais que eu, barco sem porto, coração
a deriva que não cessa.Em ti ancorei minha vida,
Amor...idioma antigo, que em vão procuro
no dicionário da dor, na bíblia da loucura,
cego que em vão tateia buscando a própria cura.
O poeta empunha a pena...Teu nome
a perturbar-me o pensamento, é teu
este soneto, esta morada, este pobre
apartamento, pois não há canto mais
breve que a vida.Nasceste tu, pétala sem
haste, plantaste em mim espera desmedida,
puseste em mim estas estrofes estranhas...
Eis-me aqui junto a ti e a teus cabelos
Estas mechas que ainda hão de querê-los,
Não mais que eu, barco sem porto, coração
a deriva que não cessa.Em ti ancorei minha vida,
Amor...idioma antigo, que em vão procuro
no dicionário da dor, na bíblia da loucura,
cego que em vão tateia buscando a própria cura.
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